O Outro Lado das Redes vale a pena? Veja a história real de Frances Haugen no Facebook, o elenco, a bilheteria e a ligação com A Rede Social.
Dezesseis anos depois de A Rede Social, Aaron Sorkin voltou ao Facebook. Só que agora a história não é sobre como a rede nasceu, e sim sobre o que ela fez com a gente.
O Outro Lado das Redes chegou aos cinemas brasileiros em 22 de outubro. Bora entender a história real, quem está no elenco, por que o filme tropeçou na bilheteria e se vale o ingresso. Sem spoiler pesado.
⚡ EM 30 SEGUNDOS
- O que é: drama de Aaron Sorkin sobre a denunciante Frances Haugen e os Facebook Files.
- Onde: só nos cinemas, desde 22/10/2026, com distribuição da Sony.
- Elenco: Mikey Madison, Jeremy Allen White e Jeremy Strong como Zuckerberg.
- Crítica: dividida, com 55% no Rotten Tomatoes e nota 3 de 5 no AdoroCinema.
- Vale a pena? Sim, se você curte drama de tribunal e jornalismo. Não espere um novo A Rede Social.
📌 Neste post
O Outro Lado das Redes vale a pena?
Resposta curta: O Outro Lado das Redes vale a pena para quem gosta de diálogos afiados, jornalismo investigativo e bastidores da tecnologia. O elenco segura o filme e o tema é atual. Mas o roteiro explica demais e a direção é burocrática, então quem espera o impacto de A Rede Social pode sair frustrado.
ESTREIA NO BRASIL
22 de outubro de 2026
DURAÇÃO
1h52
DIREÇÃO E ROTEIRO
Aaron Sorkin
CLASSIFICAÇÃO
14 anos
O título original é The Social Reckoning. Nos Estados Unidos, ele estreou em 9 de outubro. Aqui, a distribuição é da Sony Pictures, pelo selo Columbia.
👍 Curte se…
- você ama diálogos rápidos no estilo Sorkin
- gosta de filmes de jornalismo como Spotlight
- quer entender o escândalo dos Facebook Files
- é fã de Mikey Madison ou de Jeremy Allen White
👀 Fique de olho…
- roteiro didático, que explica cada passo
- Zuckerberg beira a caricatura
- direção bem menos marcante que a de Fincher
- pouca novidade para quem acompanhou o caso
ANTES DO CINEMA
A Rede Social está na HBO Max: revê o original e chega na sessão com tudo fresco.
🦊 Nota da Raposa (opinião da Next, com base nas críticas)
Atuações 8/10
Roteiro 6/10
Direção 5/10
Relevância do tema 9/10
Qual é a história real de O Outro Lado das Redes?
O filme parte de um caso de 2021. Frances Haugen era gerente de produto na equipe de integridade cívica do Facebook. Ela entrou na empresa em 2019 e saiu em maio de 2021.
Antes de sair, Haugen copiou dezenas de milhares de páginas de documentos internos. O material mostrava que a empresa tinha pesquisas sobre os danos das plataformas, inclusive do Instagram na saúde mental de adolescentes.
Os documentos viraram a série de reportagens Facebook Files, do Wall Street Journal, assinada em parte pelo jornalista Jeff Horwitz. É essa parceria entre fonte e repórter que move o filme.
2019
Entrada: Haugen vai para a equipe de integridade cívica do Facebook.
MAIO DE 2021
Saída: ela deixa a empresa levando cópias de documentos internos.
SETEMBRO DE 2021
Facebook Files: o Wall Street Journal começa a publicar a série.
3 DE OUTUBRO DE 2021
Rosto revelado: Haugen se identifica no programa 60 Minutes.
5 DE OUTUBRO DE 2021
Senado: ela depõe em uma subcomissão do Senado americano.
2023
Livro: lança o livro de memórias The Power of One.
O que é verdade e o que é ficção?
Segundo Sorkin, os fatos principais são fiéis ao caso. Mas ele criou diálogos, mexeu na ordem dos acontecimentos e ficcionalizou o personagem de Jeff Horwitz. O diretor também disse que amarrou a trama ao ataque ao Capitólio americano, em 6 de janeiro de 2021.
⚠️ Spoiler leve: toque para ver o rumo da trama
Conforme as denúncias ganham repercussão, Haugen passa a enfrentar consequências que ameaçam a carreira e a segurança dela. O filme acompanha esse cerco até a exposição pública do caso.
Quem está no elenco de O Outro Lado das Redes?
O elenco é o ponto mais elogiado. Mikey Madison, vencedora do Oscar por Anora, divide a tela com Jeremy Allen White, o Carmy de O Urso.
Mikey Madison
Frances Haugen, a engenheira que vaza os documentos.
Jeremy Allen White
Jeff Horwitz, repórter do Wall Street Journal.
Jeremy Strong
Mark Zuckerberg, no lugar de Jesse Eisenberg.
Wunmi Mosaku
Raya, personagem do núcleo da investigação.
Bill Burr
Charlie, papel coadjuvante.
Billy Magnussen
Teddy. Betty Gilpin também está no elenco.
Por trás das câmeras, a produção é de Todd Black, Peter Rice, Stuart Besser e do próprio Sorkin. A trilha é de Alexandre Desplat, que substituiu a dupla Trent Reznor e Atticus Ross do primeiro filme.
O Outro Lado das Redes é continuação de A Rede Social?
Mais ou menos. O projeto foi anunciado como The Social Network Part II e só ganhou o nome atual em setembro de 2025. A Sony trata o filme como uma obra irmã, que funciona sozinha.
Você não precisa ter visto o original para entender. Mas rever ajuda muito a sacar as comparações, e elas são inevitáveis.
| A Rede Social (2010) | O Outro Lado das Redes (2026) | |
|---|---|---|
| Direção | David Fincher | Aaron Sorkin |
| Roteiro | Aaron Sorkin | Aaron Sorkin |
| Zuckerberg | Jesse Eisenberg | Jeremy Strong |
| Trilha | Trent Reznor e Atticus Ross | Alexandre Desplat |
| Tema | A criação do Facebook | Os danos das redes e o vazamento de 2021 |
| Onde ver | HBO Max | Cinemas |
Detalhe de bastidor: Jesse Eisenberg recusou voltar ao papel. Sorkin queria Fincher de novo na direção, mas acabou dirigindo ele mesmo.
Por que o filme foi mal na bilheteria?
Nos EUA, a estreia rendeu cerca de US$ 5 milhões em 2.606 salas, segundo o The Numbers. As primeiras estimativas falavam em US$ 5,5 milhões. No segundo fim de semana, a queda foi de 72%.
Até 22 de outubro, o total mundial estava em cerca de US$ 14,9 milhões. O orçamento reportado pelo TheWrap é de US$ 30 milhões.
| Termômetro | Resultado |
|---|---|
| Rotten Tomatoes (crítica) | 55% |
| Rotten Tomatoes (público) | 73% |
| CinemaScore | B- |
| AdoroCinema | 3 de 5 |
| Omelete | Regular |
O TheWrap aponta alguns motivos. O marketing não pegou no TikTok e no Instagram. A história é recente demais para soar nova. E a concorrência de terror, como Resident Evil, puxou o público jovem.
Para o Omelete, o filme "não consegue transpor para a direção seu texto afiado".
A crítica brasileira foi parecida. O AdoroCinema achou o longa eficaz, mas pouco provocativo. O Omelete elogiou a química entre White e Madison e criticou o Zuckerberg quase robótico.
Onde assistir O Outro Lado das Redes e A Rede Social?
Por enquanto, O Outro Lado das Redes está só nos cinemas. Ainda não há data anunciada para streaming.
Já A Rede Social está no catálogo da HBO Max, segundo o JustWatch. Dá pra fazer a sessão dupla em casa com a HBO Max antes de ir ao cinema.
- 🎬 Cinema: O Outro Lado das Redes, desde 22/10.
- 📺 HBO Max: A Rede Social (2010).
- 📍 Aluguel digital: A Rede Social também aparece em lojas como Apple TV e Amazon Video.
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O que ver antes de O Outro Lado das Redes?
Quer chegar no cinema no clima? Monte uma maratona curta sobre tecnologia e poder.
- 🎬 A Rede Social (2010): o ponto de partida obrigatório.
- 🎙️ O Dilema das Redes (2020): documentário da Netflix sobre algoritmos e vício em telas.
- 📍 Os depoimentos de Haugen: o vídeo da sessão no Senado, de outubro de 2021, ajuda a separar fato de ficção.
Perguntas frequentes
Precisa ver A Rede Social antes?
Não. O Outro Lado das Redes conta outra história e funciona sozinho. Rever o original só deixa as comparações mais divertidas.
Quem é Frances Haugen?
É a ex-gerente de produto do Facebook que vazou documentos internos em 2021. Ela depôs no Senado americano e lançou o livro The Power of One em 2023.
Quem faz o Zuckerberg no filme novo?
Jeremy Strong, de Succession. Jesse Eisenberg, do filme de 2010, recusou voltar ao papel.
Qual é a classificação indicativa?
No Brasil, o filme é não recomendado para menores de 14 anos. Nos EUA, recebeu classificação R por linguagem.
Quando chega ao streaming?
Ainda não há data oficial. Atualizamos este post assim que a Sony anunciar.
No fim das contas, O Outro Lado das Redes é um drama sólido sobre um tema que mexe com todo mundo que tem celular no bolso. Não é a obra-prima de 2010, mas rende uma boa conversa na saída do cinema.
Bora pro próximo play?
Revê A Rede Social na HBO Max e chega no cinema afiado.
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